sábado, 24 de outubro de 2015

"As equipas de desenvolvimento de aplicações devem criar arquitecturas modernas para fornecerem utilizações baseadas em cloud que sejam ágeis, flexíveis e dinâmicas, com experiências de utilizador também ágeis, flexíveis e dinâmicas abrangendo a malha digital."

Gartner aponta conceitos que afectarão planos, programas e iniciativas das empresas no próximo ano.
crystal ball - IDGNS
A Gartner revelou as suas previsões tecnológicas para 2016 e listou dez tendências com potencial para influenciar significativamente as organizações num horizonte a 12 meses.
As três primeiras apostas da Gartner abordam a fusão dos mundos físico e virtual e o surgimento da “malha digital”.
“Enquanto as organizações se concentram nos mercados digitais, o negócio algorítmico está a surgir – e essas relações e interligações definirão o futuro dos negócios”, afirma a consultora.
As quatro últimas tendências apresentadas referem-se à nova realidade das TI, com a arquitectura e a plataforma de tendências necessárias para apoiar os negócios digitais e algorítmicos.
1. Malha de dispositivos – o termo refere-se a um extenso conjunto de pontos utilizados para aceder a aplicações e informações ou para interagir com pessoas, redes sociais, governos e empresas. Ela inclui dispositivos móveis, “wearables” (tecnologias para vestir), aparelhos electrónicos de consumo e domésticos, dispositivos automóveis e ambientais – tais como os sensores da Internet das Coisas (IoT).
“O foco está no utilizador móvel, que é cercado por uma malha de dispositivos que se estende muito além dos meios tradicionais”, diz David Cearley, vice-presidente da Gartner. Segundo ele, embora os dispositivos estejam cada vez mais ligados a sistemas “back-end” em diversas redes, eles muitas vezes operam isoladamente. Como a malha evolui, devem surgir modelos de conexão para expandir e melhorar a interacção cooperativa entre os dispositivos.
2. Experiência ambiente-utilizador – a malha de dispositivos estabelece a base para uma nova experiência de utilizador contínua e de ambiente. Locais imersivos, que fornecem realidade virtual e aumentada, possuem um potencial significativo mas são apenas um aspecto da experiência.
A vivência ambiente-utilizador preserva a continuidade por meio das fronteiras da malha de dispositivos, tempo e espaço. A experiência flui regularmente num conjunto de dispositivos de deslocamento e canais de interacção, misturando ambiente físico, virtual e electrónico, ao passo que o utilizador se move de um lugar para outro.
“Projectar aplicações móveis continua a ser um importante foco estratégico para as empresas. No entanto, o projecto visa fornecer uma experiência que flui e explora diferentes dispositivos, incluindo sensores da IoT e objectos comuns, como automóveis, ou mesmo fábricas. Projectar essas experiências avançadas será um grande diferencial para fabricantes independentes de software (ISVs) e empresas similares até 2018″, afirma Cearley.
3. Impressão 3D – os investimentos em impressão 3D já possibilitaram o uso de uma ampla gama de materiais, incluindo ligas avançadas de níquel, fibra de carbono, vidro, tinta condutora, electrónica, materiais farmacêuticos e biológicos. Essas inovações estão a impulsionar a procura do utilizador, e as aplicações práticas estão a expandir-se para mais sectores, incluindo o aeroespacial, médico, automóvel, de energia e militar.
A crescente oferta de materiais conduzirá a uma taxa de crescimento anual de 64,1% em carregamentos para impressoras 3D empresariais até 2019. Esses avanços exigirão uma reformulação nos processos das linhas de montagem e na cadeia de fornecimento.
“Ao longo dos próximos 20 anos, a impressão 3D terá uma expansão constante dos materiais que podem ser impressos, além da melhoria da velocidade com que os itens podem ser copiados e do surgimento de novos modelos para imprimir e montar peças”, estima o analista.
4. Informação de tudo – tudo na malha digital produz, utiliza e transmite informação. Esses dados vão além da informação textual, de áudio e de vídeo, incluindo informações sensoriais e contextuais. O termo “informação de tudo” aborda essa afluência com estratégias e tecnologias para ligar dados de todas essas diferentes fontes.
A informação sempre existiu em toda parte, mas muitas vezes isolada, incompleta, indisponível ou ininteligível. Os avanços nas ferramentas semânticas – como bases de dados de gráficos e de outras técnicas de análise de classificação e de informação emergente – trarão significado para o dilúvio, muitas vezes caótico, da informação.
5. Aprendizagem avançada de máquina – na aprendizagem avançada de máquina, as redes neurais profundas (“deep neural network” ou DNN) movem-se além da computação clássica e da gestão da informação, criando sistemas que podem aprender a perceber o mundo de forma autónoma.
As múltiplas fontes de dados e a complexidade da informação tornam inviáveis e não rentáveis a classificação e a análise manual. As DNNs automatizam essas tarefas e possibilitam a abordagem de desafios-chave relacionados com tendências.
As DNNs são uma forma avançada de aprendizagem de máquina particularmente aplicável a conjuntos de dados grandes e complexos, e fazem equipamentos inteligentes parecerem ser “inteligentes”. Elas permitem que sistemas de hardware ou baseados em software aprendam por si todos os recursos no seu ambiente, desde os menores detalhes até grandes classes abstractas de conteúdos.
Essa área está a evoluir rapidamente e as organizações devem avaliar como aplicar essas tecnologias para obterem vantagens competitivas.
6. Agentes e equipamentos autónomos – a aprendizagem por máquina dá origem a um espectro de implementações de equipamentos inteligentes – incluindo robôs, veículos, assistentes pessoais virtuais (APV) e assessores inteligentes –, que actuam de forma autónoma ou, pelo menos, semi-autónoma. Embora os avanços em máquinas inteligentes físicas, como robôs, chamem a atenção, elas apresentam um retorno mais rápido e impacto mais amplo quando baseadas em software.
APVs como o Google Now, o Cortana da Microsoft e o Siri da Apple estão a tornar-se mais inteligentes e são precursores de agentes autónomos. O surgimento da noção de assistência alimenta a experiência utilizador-ambiente, no qual um agente autónomo se torna a interface com o utilizador principal. Em vez de interagir com menus, formulários e botões num smartphone, o indivíduo fala com uma aplicação, que é realmente um agente inteligente.
“Ao longo dos próximos cinco anos, evoluíremos para um mundo pós-aplicações, com agentes inteligentes fornecendo acções e interfaces dinâmicas e contextuais. Os líderes de TI devem explorar como usar equipamentos e agentes autónomos para aumentar a actividade, permitindo que as pessoas façam apenas os trabalhos que humanos podem fazer. No entanto, eles devem reconhecer que agentes e equipamentos inteligentes são um fenómeno de longo prazo, que evoluirá continuamente e expandirá os seus usos nos próximos 20 anos”, antecipa o vice-presidente da Gartner.
7. Arquitectura de segurança adaptativa – as complexidades dos negócios digitais e a economia algorítmica, combinadas com uma “indústria hacker” emergente, aumentam significativamente a superfície de ameaças às organizações. Basear-se no perímetro de defesa fundamentado em regras é pouco, especialmente pelo facto de que as empresas exploram muitos serviços baseados em cloud e interfaces de programação de aplicações (API) abertas para clientes e parceiros de integração com os seus sistemas.
Os líderes de TI devem concentrar-se em detectar e responder às ameaças, assim como no bloqueio mais tradicional e em outras medidas para prevenir ataques. A autoprotecção de aplicações e a análise de comportamento de utilizadores e entidades ajudarão a cumprir a arquitectura de segurança adaptativa.
8. Arquitectura de sistema avançado – a malha digital e as máquinas inteligentes requerem uma procura intensa de arquitecturas de computação para torná-las viáveis para as organizações. Isso aciona um impulso em arquitectura neuromórfica ultra-eficiente e de alta potência. Alimentada por matrizes de portas programáveis (“field-programmable gate array” ou FPGA) como tecnologia subjacente, ela possibilita ganhos significativos, como a execução em velocidades de mais de um teraflop com alta eficiência energética.
“Sistemas desenvolvidos em GPUs e FPGAs funcionarão como cérebros humanos, particularmente adequados para serem aplicados à aprendizagem profunda e a outros algoritmos de correspondência de padrão usados pelas máquinas inteligentes. A arquitectura baseada em FPGA possibilitará uma maior distribuição de algoritmos em formatos menores, usando consideravelmente menos energia eléctrica na malha de dispositivo e permitindo que as capacidades avançadas de aprendizagem da máquina sejam proliferadas nos mais ínfimos pontos finais da IoT, tais como residências, carros, relógios de pulso e até mesmo seres humanos”, afirma Cearley.
9. Aplicações de rede e de arquitectura de serviço – designs monolíticos de aplicação linear, como arquitectura de três camadas, estão a dar lugar a uma abordagem integrativa de ligação mais informal: aplicações e serviços de arquitectura. Activada por serviços de aplicações definidos por software, essa nova abordagem permite desempenho, flexibilidade e agilidade como as da Web.
A arquitectura de micro-serviços é um padrão emergente para a criação de aplicações distribuídas, que suportam o fornecimento ágil e a implantação escalável, tanto localmente quanto na cloud. Os contentores (“containers”) estão a emergir como uma tecnologia essencial para permitir o desenvolvimento e a arquitectura de micro-serviços ágeis. Levar elementos móveis e de IoT para a arquitectura de aplicações cria um modelo abrangente para lidar com a escalabilidade de “back-end” em cloud e a experiência de malha de dispositivos de “front-end”.
As equipas de desenvolvimento de aplicações devem criar arquitecturas modernas para fornecerem utilizações baseadas em cloud que sejam ágeis, flexíveis e dinâmicas, com experiências de utilizador também ágeis, flexíveis e dinâmicas abrangendo a malha digital.
10. Plataformas de IoT – as plataformas de IoT complementam a aplicação de redes e a arquitectura de serviços. Gestão, segurança, integração e outras tecnologias e normas da plataforma são um conjunto básico de competências para elementos de criação, gestão e fixação na IoT.
Estas plataformas constituem o trabalho que a equipa de TI faz nos bastidores, de um ponto de vista de arquitectura e tecnológico, para tornar a IoT uma realidade. A IoT é parte da malha digital, que inclui a experiência do utilizador, e o ambiente do mundo emergente e dinâmico das plataformas é o que a torna possível.
“Qualquer empresa que adopte a IoT precisará de desenvolver uma estratégia de plataforma, porém abordagens incompletas de fornecedores concorrentes dificultarão a sua implementação até 2018″, diz Cearley.
(Computerworld Brasil)

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Projecto ControlBoard.net

A equipa da Solução Medida, aposta no desenvolvimento de uma plataforma web para IOT, IOE.


A plataforma ControlBoard.net, já disponível numa versão beta, propõe-se a facilitar a vida dos seus utilizadores permitindo controlar dispositivos remotamente. 
Com o número crescente de dispositivos disponíveis é inevitável a sua utilização para garantir o controlo e melhorar o desempenho de pessoas, agricultura, máquinas entre outras aplicações. Contudo surge a necessidade de criar uma plataforma que permite gerir todos estes dispositivos de forma segura, personalizada e simplificada.

Solução Medida News

terça-feira, 19 de maio de 2015

Aplicações de vigilância: um Big Brother laboral?

Não é o valor da liberdade que está em causa. O que está em transformação desde que as novas tecnologias embrenharam nas nossas vida é o conceito de liberdade. A provar isto mesmo está o caso de Myrna Arias, uma norte-americana que foi despedida após ter eliminado uma aplicação que permitia ao seu empregador localizá-la 24 horas por dia. Mesmo fora do horário laboral.
A Intermex é uma das empresas que utiliza a aplicação Xora para controlar os movimentos dos funcionários através de um smartphone. Começou por ser uma ferramenta útil para gerir a produtividade da empresa, mas Myrna Arias pôs um ponto final ao seu posto de trabalho quando considerou que esta aplicação representava uma intromissão à intimidade.
Quando foi despedida, a norte-americana correu para os tribunais. Defendeu-se dizendo que aquela aplicação permitia até descobrir a velocidade de condução em horário não laboral, exigindo por isso uma indemnização de 489 mil euros. A empresa alegou que o despedimento foi motivado pelo facto de se ter descoberto que Aria trabalhava simultaneamente noutra companhia, o que em nada se relaciona com a aplicação Xora.
Este não é o primeiro caso onde as noções de liberdade e intimidade precisam de ser revistos. Ainda esta semana, uma canadiana processou a empresa onde estava depois de ter sido despedida por recusar-se a utilizar mecanismos de geolocalização em tempo inteiro.
Em 2013, por exemplo, três diretores do IKEA francês foram acusados de espiar os funcionários através de uma base de dados chamada Stic.
Estas aplicações são o resultado de uma tecnologia que se tem tornado mais acessível em todos os aspetos. Há empresas que fazem capturas de ecrãs automáticas e intervaladas aos computadores dos funcionários, outras que medem o tempo que os empregados usam o telefone ou aplicações com serviço GPS que localiza os utilizadores.
Algumas vozes equiparam estas decisões empresariais à vigilância em massa associados aos Estados Unidos da América, designado popularmente de “Big Brother”: alguém que nos observa de olhos sempre abertos para os nossos movimentos. Ainda em março deste ano, aAmnistia Internacional informou que “71% das pessoas são fortes opositoras ao facto dos Estados Unidos monitorarem a sua utilização da Internet”.
Em alguns países, como no Canadá, este controlo em ambiente de trabalho é legal até certo ponto. Kirsten Thompson, diretora de uma companhia de segurança nacional online que lida com questões de privacidade e proteção de dados, explica que “nem todas a vigilância e tecnologia de monitoração são maliciosas”. Pode ser útil para manter a segurança dos funcionários quando estes concordam com esse funcionamento. As questões apenas são colocadas quando essa vigilância perde as estribeiras.
Mas, muitas vezes, mostramos a nossa localização gratuita e voluntariamente, umas vezes em consciência e outras sem noção. As redes sociais mais utilizadas – como Facebook, Twitter ou Instagram, por exemplo – oferecem a opção de discriminar a localização do utilizador. Existe mesmo uma aplicação chamada Foursquare que serve precisamente para informar os “amigos na rede” de onde estamos.
No que toca ao ambiente de trabalho não somos tão voluntários em deixar o livro aberto: de acordo com a Associação Americana de Gestão, dos 28% de empregados que foram dispensados por utilização deficiente do endereço eletrónico, a maior parte acredita que o despedimento ocorreu por “violação de uma política da companhia”. Dos 30% de empregadores que quebraram o contrato com um trabalhador por motivos relacionados com utilização deficiente da Internet, a esmagadora maioria indica que o funcionário havia “visto, descarregado ou carregado conteúdos inapropriados e ofensivos”.
Nancy Flynn, diretora do Instituto de e-Política, explica que a preocupação com o litígio e com a importância do material eletrónico em eventuais investigações e ações judiciais “têm estimulado mais empregadores a monitorar a atividade online“.
Uma coisa parece certa, pelo menos para Ben Waber, diretor de uma start-up que investiga o presente e o futuro das novas tecnologias: as políticas de privacidade vão ter de lidar também com o local de trabalho, não apenas com as questões de consumo.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Portugal tem condições para desenvolver cluster para IoT

Portugal tem condições para desenvolver cluster para IoT.

IoT - NarrowNet

Portugal pode ser um dos primeiros países a ter uma rede exclusiva de comunicações para a Internet das Coisas (IoT), com cobertura inicial para o continente ainda este ano, seguindo-se a Madeira e os Açores em 2016.
A tecnologia é da empresa francesa SigFox (criada há cinco anos por Ludovic Le Moan e que já obteve três rondas de financiamento) e será implementada em Portugal pela NarrowNet, criando “a única rede de comunicações pensada e dedicada exclusivamente à IoT, extremamente simples, que possibilita o envio de pequenas mensagens, a um custo mínimo de comunicação e com grande eficiência e autonomia energética”, diz a empresa.
França, Holanda, Reino Unido, Espanha, cidades russas ou São Francisco (EUA) já têm redes semelhantes em desenvolvimento. No recente Mobile World Congress, a SigFox apresentou várias aplicações de parceiros usando a sua tecnologia de rede.
O termo IoT é, neste caso, uma evolução do anterior M2M, de comunicação máquina-a-máquina, mas pode ter aplicações em ambientes domésticos ou industriais, nos contadores “inteligentes”, na saúde, em controlo remoto, no retalho ou na segurança. A rede permite mais de 140 mensagens diárias por objecto, um tamanho de 12 bytes por mensagem, numa ligação a 100 bits por segundo.
A NarrowNet foi criada em Setembro de 2014 pelo Kaisaras Group e pela JDF Capital Investment, e enviou a primeira mensagem pela rede SigFox a 26 de Março passado, quando foi anunciada a parceria para Portugal.
Em entrevista, o seu country manager João Pimenta afirma que “há aqui uma oportunidade de ouro para os empreendedores portugueses”, no desenvolvimento de um cluster nacional para a IoT.
Computerworld – Como será efectivada a instalação desta rede? Será a NarrowNet a, fisicamente, instalar a rede, ou irá subcontratar largura de banda aos operadores móveis ou outros?
João Pimenta - A rede é própria, é uma infraestrutura muito leve, pensada, desenhada e implementada em exclusivo para a IoT e será instalada com recursos próprios da NarrowNet e dos seus parceiros.
CW – Qual o custo desta rede, em Portugal?
JP - Dadas as suas características, custará uma fração do custo de outras redes do tipo GSM ou LTE.
CW – A rede será instalada só em cidades, como já fizeram noutros casos, ou irá para locais mais remotos, como dizem no comunicado?
JP - A ideia será alcançarmos uma cobertura nacional, com alguma prioridade às zonas urbanas, mas com muita atenção às zonas menos populosas. Isto porque, pelas características da tecnología SigFox, há inúmeras aplicações em ambiente não urbano em que as vantagens comparativas de uma rede exclusivamente pensada para IoT, como é a nossa (ínfimo consumo energético, dispositivos isolados, sem necessidade de acesso permanente a uma fonte energética, elevada autonomia, simplicidade de instalação, para além de custos reduzidos, tanto dos dispositivos como das comunicações) são determinantes.
Além disso, faz parte dos nossos objetivos dedicar uma parte dos nossos recursos a projetos de responsabilidade social, onde se encaixa, naturalmente, o apoio a populações com recursos mais escassos, muitas vezes de idade mais avançada e a viver em áreas rurais.
CW – Quais as mais-valias de uma rede como esta perante operadores que já têm ofertas M2M, ou quando se posicionam para adoptar normas e desenvolver redes focadas no M2M/IoT (a Boygues anunciou isso para França, por exemplo)?
JP - A nossa proposta é complementar à oferta das telcos e não pretendemos nem concorrer nem substituir as iniciativas em curso.
O mercado potencial é tão grande que nenhuma entidade poderá ambicionar controlá-lo. No entanto, acreditamos que a tecnologia SigFox, pelo seu pioneirismo, posicionamento e rápida expansão, poderá estar na linha da frente no que se refere ao estabelecimento de normas inter-regiões e inter-tecnologias.
As nossas mais-valias podem resumir-se aos seguintes fatores-chave: baixo custo de comunicação, baixo consumo energético, dispositivos isolados, longo alcance, facilidade de implementação.
CW – No âmbito dos investidores da SigFox, a Air Liquide será uma das empresas parceiras em Portugal?
JP - No passado mês de Fevereiro, a SigFox anunciou um “major round of fundraising with the record amount of $115 million“.
A Air Liquide foi um dos investidores de foco industrial que se juntou a essa ronda de capital, entre outros, como a GDF Suez. Outros investidores relevantes na área das comunicações foram a Eutelsat (satélites), e as telcos espanhola, sul-coreana e japonesa – respetivamente, a Telefónica, SK Telecom e NTT Docomo.
O interesse de todas estas sociedades na SigFox irá certamente muito além de um simples investimento financeiro, pelo que aguardaremos evoluções dos seus projetos no futuro próximo, e de que forma poderão incluir Portugal, como será potencialmente o caso da Air Liquide.
CW – Quais serão os preços dos chips para os dispositivos e do tráfego?
JP - Os custos do tráfego, e os preços dos equipamentos, serão uma fração dos de outras tecnologias M2M/IoT atualmente no mercado.
Já há várias empresas a produzir dispositivos, chips, e produtos finais “SigFox ready”. No entanto, ainda estamos no início do processo, pelo que, com o aumento das quantidades produzidas, o seu custo irá reduzir-se muito significativamente.
Saliento que há aqui uma oportunidade de ouro para os empreendedores portugueses, havendo no nosso país todas as condições para o desenvolvimento de um cluster IoT catalisador da recuperação económica portuguesa.
Temos universidades e centros de desenvolvimento tecnológico de reconhecido valor internacional, comunidades de start-ups muito dinâmicas, apetência dos portugueses para serem “early adopters” de novas tecnologias, o que muitas vezes é aproveitado como mercado-teste para alavancar exportações, etc. – o que proporcionará inúmeras possibilidades de gerar negócios e acrescentar valor, e colocará Portugal na vanguarda mundial da IoT.
CW – Que largura de banda vão usar em Portugal? 868 MHz ou outra? E precisam de autorização da Anacom?
JP - Não podemos esquecer que o objetivo desta rede é facilitar o acesso à IoT ao maior número de utilizadores possíveis, incluindo entidades públicas e empresas privadas, pelo que toda a tecnologia foi pensada para apresentar custos o mais baixo possível.
Por isso, em Portugal, como em toda a região ETSI, a largura de banda utilizada é a da frequência 868 MHz, isto é, a banda livre.
Já informámos as autoridades regulamentares sobre esse facto e obtivemos a respetiva autorização da Anacom.

Por Pedro Fonseca


quinta-feira, 20 de março de 2014

domingo, 26 de janeiro de 2014

Projeto "Plataforma Web" Sistema Domótica

http://www.neobit.pt/pages/sistemaEkow/interfaceWeb.html


Este é um dos projetos em que tivemos o prazer de colaborar a partir do desenvolvimento da plataforma web do EKOW da Neobit.
http://www.neobit.pt/pages/sistemaEkow/interfaceWeb.html
Aproveite para conhecer esta solução que promete facilitar a sua vida no dia a dia e retirar maior proveito do seu Lar.

domingo, 30 de dezembro de 2012

A Equipa da Solução Medida deseja a "todo o mundo" um Bom Ano Novo! cheio de projectos e Alegrias!